Mistério de 200 anos: cientistas desvendam como se forma a dolomita

Pesquisadores das universidades de Michigan e Hokkaido conseguiram, pela primeira vez, reproduzir em laboratório o crescimento do mineral dolomita, resolvendo um enigma geológico que intrigava cientistas há mais de dois séculos. O avanço foi possível graças a uma nova teoria baseada em simulações atômicas detalhadas, que explicam por que a formação da dolomita é tão lenta na natureza.
O estudo revelou que a estrutura da dolomita, composta por camadas alternadas de cálcio e magnésio, favorece o surgimento de defeitos estruturais durante o crescimento do cristal. Esses defeitos bloqueiam o avanço da cristalização, tornando o processo extremamente demorado — a formação de uma única camada ordenada poderia levar até 10 milhões de anos. No entanto, os pesquisadores identificaram que, em ambientes naturais, ciclos de dissolução causados por água removem periodicamente essas imperfeições, permitindo que novas camadas se formem de maneira mais eficiente ao longo do tempo.
Para comprovar a teoria, a equipe desenvolveu um software inovador capaz de simular o crescimento do cristal em escala atômica, reduzindo drasticamente o tempo de cálculo necessário. Enquanto métodos tradicionais exigiriam milhares de horas em supercomputadores, a nova abordagem permite obter resultados em milissegundos em computadores comuns, tornando viável a análise de processos geológicos que ocorrem em escalas de tempo reais.
A validação experimental foi realizada com o uso de microscópios eletrônicos, que, ao emitir pulsos de elétrons, dissolviam seletivamente os defeitos na superfície do cristal de dolomita. Após duas horas de experimento, o cristal apresentou crescimento significativo, formando cerca de 300 camadas — um resultado sem precedentes em laboratório.
Além de solucionar um antigo mistério da geologia, a descoberta abre caminho para novas estratégias de fabricação de materiais tecnológicos. O método de dissolução periódica de defeitos pode ser aplicado para otimizar a produção de semicondutores, painéis solares e baterias, contribuindo para o desenvolvimento de materiais mais eficientes e livres de imperfeições.
Fonte original: www.sciencedaily.com
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