Eficácia dos medicamentos para TDAH é diferente do esperado, apontam estudos

Tipo principal do conteúdo: Pesquisa científica aplicada / tecnologia médica
Resumo jornalístico:
Uma pesquisa conduzida pela Washington University School of Medicine, publicada na revista Cell, trouxe novas perspectivas sobre o funcionamento dos medicamentos estimulantes usados no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Tradicionalmente, acreditava-se que substâncias como Ritalina e Adderall atuavam diretamente nos circuitos cerebrais responsáveis pela atenção. No entanto, o estudo indica que esses medicamentos influenciam principalmente sistemas cerebrais ligados ao despertar e à recompensa, em vez das redes clássicas de atenção.
Utilizando dados de ressonância magnética funcional em repouso (fMRI) de quase 5.800 crianças, os pesquisadores observaram que o uso de estimulantes aumentou a atividade em regiões cerebrais associadas à vigília e ao interesse por tarefas, sem alterações significativas nas áreas diretamente relacionadas à atenção. Um experimento complementar com adultos confirmou esses achados, mostrando que os medicamentos tornam as tarefas mais envolventes e recompensadoras, o que indiretamente melhora a capacidade de manter o foco.
Os resultados sugerem que o efeito positivo dos estimulantes sobre o desempenho escolar e cognitivo de crianças com TDAH pode estar relacionado ao aumento do estado de alerta e do interesse, especialmente em situações de privação de sono. Contudo, os autores alertam para o risco de mascarar os efeitos negativos da falta de sono, destacando a importância de avaliar a qualidade do sono durante o tratamento do TDAH. O estudo reforça a necessidade de investigações adicionais sobre os impactos de longo prazo do uso desses medicamentos no desenvolvimento cerebral infantil.
Fonte original: www.sciencedaily.com
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