Uso de cannabis após os 65 anos: especialistas apontam 5 riscos para idosos

O uso de cannabis entre adultos mais velhos está crescendo nos Estados Unidos, impulsionado tanto por fins medicinais quanto recreativos, mas especialistas de Stanford Medicine alertam que os produtos atuais são significativamente mais potentes do que no passado e podem trazer riscos importantes à saúde. A potência do principal composto psicoativo, o THC, aumentou de cerca de 1-4% nos anos 1970 para uma média de 20% atualmente em flores legais, chegando a até 90% em óleos e concentrados. Essa elevação tem contribuído para um aumento nos casos de intoxicação acidental, especialmente entre pessoas com mais de 65 anos.
Pesquisas recentes apontam que o consumo regular de cannabis pode elevar o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, além de potencializar inflamações nos vasos sanguíneos. O risco é ainda maior para idosos, que já apresentam maior propensão a problemas cardíacos e metabolizam a substância mais lentamente, o que pode prolongar seus efeitos e aumentar a chance de interações perigosas com outros medicamentos. Além disso, há indícios de que o uso frequente pode estar associado a problemas cognitivos, quedas e agravamento de quadros de demência.
Outro ponto de atenção é a possibilidade de dependência. Estudos sugerem que até 30% dos usuários regulares podem desenvolver transtorno por uso de cannabis, caracterizado por sintomas de abstinência, necessidade de doses maiores e impacto negativo na rotina. Apesar disso, muitos idosos não relatam o uso aos médicos, o que dificulta a identificação de riscos e a oferta de suporte adequado.
Embora haja relatos de benefícios para sintomas como dor crônica, insônia e ansiedade, a comunidade médica ainda não chegou a um consenso sobre a eficácia da cannabis para essas condições, e as evidências disponíveis são limitadas. Especialistas recomendam que qualquer decisão sobre o uso seja tomada em diálogo aberto com profissionais de saúde, que podem orientar sobre riscos, alternativas e formas mais seguras de consumo. O crescimento do uso entre idosos reforça a necessidade de informação qualificada e acompanhamento médico para evitar complicações e garantir o bem-estar desse grupo.
Fonte original: www.sciencedaily.com
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Resumo editorial criado automaticamente pela Eletrônica Americana com base em fontes internacionais públicas, com finalidade informativa.
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