EUA exigem que Google permita acesso de rivais à câmera e microfone do Android

A Comissão Europeia determinou que, a partir do Android 18, o Google deverá permitir que assistentes de inteligência artificial concorrentes tenham acesso aos mesmos recursos do sistema operacional que o Gemini já utiliza, incluindo câmera, microfone, conteúdo da tela e comandos por voz mesmo com a tela desligada. A medida, que deve ser implementada até agosto de 2027, faz parte de uma decisão vinculante sob o Digital Markets Act, visando garantir interoperabilidade e concorrência no ecossistema Android, que representa cerca de 60% dos usuários móveis na Europa.
A decisão abrange 11 funcionalidades do Android, das quais cinco exigirão certificação para acesso, como integração com dados de aplicativos, automação de tela e controle de funções do sistema. Assistentes certificados poderão, por exemplo, redigir e acessar e-mails no Gmail, gerenciar eventos no Google Calendar, extrair conteúdos do Drive e Docs, acionar rotas no Maps, controlar o YouTube, ler e enviar mensagens e até realizar chamadas telefônicas. As outras seis funcionalidades, como detecção de palavra-chave e acesso a dados de sensores, estarão disponíveis sem necessidade de certificação, desde que haja consentimento do usuário.
Para administrar o acesso às funções restritas, o Google será obrigado a criar um Programa de Assistentes de IA Qualificados, permitindo que autoridades independentes certifiquem assistentes de terceiros sem custos e sem restrições adicionais. O processo de certificação avaliará critérios como segurança, minimização de riscos e proteção contra ações não intencionais, mas qualquer medida extra deverá ser justificada e aprovada pela Comissão Europeia, aplicando-se igualmente ao Gemini.
Além disso, o Google terá que compartilhar dados anonimizados de buscas com concorrentes e chatbots de IA mediante uma taxa baseada em custos, seguindo regras rígidas de privacidade e segurança. A empresa manifestou preocupação com possíveis riscos à segurança e privacidade, citando vulnerabilidades já exploradas em notificações do Android, mas a Comissão reforçou que as novas regras exigem que qualquer restrição seja tecnicamente justificada e aplicada de forma não discriminatória. O novo regime representa uma mudança significativa na arquitetura de interoperabilidade do Android, com potencial para redefinir o acesso e a inovação em assistentes virtuais no mercado europeu.
Fonte original: thehackernews.com
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Resumo editorial criado automaticamente pela Eletrônica Americana com base em fontes internacionais públicas, com finalidade informativa.
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